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7 erros que comentem os advogados recém-formados

Foto de advogado jovem para ilustrar o artigo "7 erros cometidos por advogados recém-formados"

Após 5 anos de estudos, com suas carteirinhas da OAB em mãos, os advogados recém-formados querem trabalhar. Entrar para o mercado de trabalho, conquistar clientes e ganhar dinheiro. Eu também quis o mesmo quando iniciei na advocacia. Advoguei por 2 anos, quando decidi migrar para o Marketing e Comunicação Digital.

Apesar de ter advogado por pouco tempo, constato hoje, os erros que cometi no começo da advocacia. A fim de que os advogados recém-formados não cometam os mesmos erros que cometi, listo abaixo 7 erros que cometem os advogados recém-formados, são eles:

Advogados recém-formados não planejam suas carreiras e cotidiano

Talvez esse seja o primeiro erro cometido pelos advogados mais jovens. O qual acarreta consequências para toda sua carreira, fazendo-o, por vezes, incorrer em outros erros, como se verá a seguir.

Lembro do meu começo na advocacia, e não havia muito planejamento. Eu chegava pela manhã no escritório e começava, de forma atrapalhada, a trabalhar. “Por onde começo?”, era uma dúvida frequente na minha cabeça. Tampouco pensava na minha carreira em 5 ou 10 anos para frente. Imaturidade? Provavelmente. Contudo, observo que a falta de planejamento é um erro comum, não só cometido por advogados recém-formados.

Hoje eu vejo o planejamento estratégico dos escritórios, como fator fundamental para alcançar o sucesso na advocacia. É preciso ter metas, gerir o escritório tal como uma empresa. Medir e mensurar os resultados encontrados. Sobre o assunto, recomendo a leitura do artigo “Planejamento estratégico faz parte da rotina do seu escritório? ”.

Em relação ao planejamento que devemos ter no nosso dia a dia, recomendo o texto que escrevi há pouco tempo “4 dicas de organização para advogados e escritórios”, no qual relaciono a organização no ambiente de trabalho como o aumento (ou queda) da produtividade.

Deixar o Network para depois

O segundo erro da lista, eu também cometi. Meu sócio na época já entendia a importância do Network para a advocacia, que anda colado ao marketing pessoal. Assim, ele participava de eventos diversos, lançamentos de livros, marcava almoços e cafés com possíveis clientes. Ele entendia que todo momento era uma oportunidade para prospectar negócios.

E eu? Preferia me fechar no escritório para redigir petições e estudar. “Fazer social não é comigo”, eu dizia. Mudei com o amadurecimento proporcionado pela idade e após migrar para a área da Comunicação. Entendi que é preciso achar tempo e me envolver em atividades externas. Participar de cursos, palestras, marcar cafés, encontros que proporcionem novos negócios.

Assim, por experiência própria e por já ter participando de alguns eventos, os quais me renderam trabalhos, recomendo aos advogados recém-formados que, ao seu modo e tempo, se abram ao network e às oportunidades que venham daí a surgir.

Não investir no Marketing Jurídico (e Digital)

Esse ponto me diz respeito, em especial. Por ter migrado para a área de Comunicação, e trabalhar, especificamente, com o Marketing Digital, posso atestar a sua importância dentro do contexto da advocacia. Reforço, especialmente, para advocacia, uma vez que os profissionais da área sofrem limitações para trabalhar o marketing, em virtude do seu Código de Ética e Disciplina.

Em resumo, o Código de Ética e Disciplina proíbe aos advogados realizar qualquer tipo de propaganda, seja no rádio, TV ou jornais. É aí que entra a internet, melhor dizendo, o Marketing Jurídico Digital, com suas inúmeras possibilidades de promover carreiras e bancas advocatícias, por meio do chamado Marketing de Atração.

Aprofundo o assunto no artigo “Marketing Jurídico Digital: por que devo entender? ”. O Marketing Jurídico Digital é uma excelente alternativa para os advogados recém-formados, que cresceram inseridos no contexto de novas tecnologias.

Não investir em um software de gestão

Erro bastante comum, não só verificado nos escritórios dos advogados recém-formados, mas também de alguns profissionais já com algum tempo de estrada. Por vezes, escuto os advogados mais jovens alegarem não precisar de um software de gestão por serem, ainda, pequenos. Conforme já mencionamos, o planejamento estratégico e a gestão legal devem fazer parte da rotina de todos os escritórios, não importando o tamanho.

Os softwares jurídicos de gestão são imprescindíveis para o sadio crescimento dos escritórios. Com eles é possível fazer a ampla gestão administrativa, processual, dos documentos e financeira. Contando com auxílio de relatórios e gráficos para tomada de decisões estratégicas.

Nós da ATI Jurídico oferecemos ao mercado o software de gestão SIJAF, o qual há 18 anos vem sendo testado e aprovado por grandes empresas e escritórios de advocacia de todos os portes.

Ansiedade por mudanças e novas experiências

Neste momento me questiono se também não errei, quando migrei da advocacia para a comunicação… Acredito que não! Muito maior é a minha identificação e sentimento de realização trabalhando com marketing e comunicação. Contudo, o questionamento é válido, será que os advogados recém-formados não estão ansiosos demais por resultados imediatos?

Vejo o imediatismo como uma questão da minha geração (em julho eu completo 29 anos). Tudo é para ontem. A promoção, o aumento de salário, a chefia, o projeto desejado. Será que o fluxo da vida (e do trabalho) é esse mesmo? Percebo que estamos querendo pular etapas. Chegar ao final sem passar por todo processo: os desafios, os começos e obstáculos, todos tão importantes para o crescimento.

Como consequência dessa ansiedade por mudanças, por novas sensações e experiências, temos que muitos advogados, os mais jovens, mudam com maior frequência de trabalho, o que pode não ser positivo. Como já falamos, não apenas porque um recrutador pode achar estranho tantas mudanças em um curto período de tempo. Mas também, pelo fato de que é preciso viver as experiências, fechar os ciclos, e, assim, com elas aprender.

Não buscar capacitação

O curso de direito não prepara os advogados recém-formados para o mercado. Falo por experiência própria, mesmo tendo participado da prática jurídica na faculdade e ter estagiado desde cedo. Foi no dia a dia da advocacia que me deparei com as finanças de um escritório, sua administração e gestão, a necessidade de fazer um bom marketing pessoal. E nenhuma dessas matérias foram ensinadas na faculdade.

Por sorte, o mercado hoje conta com diversos cursos de capacitação, educação executiva e afins, visando dar aos advogados recém-formados, condições de competir com as bancas mais experientes. Deve-se entender a necessidade de capacitação como um processo contínuo. A especialização também é um fator de destaque num cenário cada vez mais competitivo.

Advogados recém-formados não enxergam os mais experientes como exemplo

Por fim, erram os advogados iniciantes em não observar as boas práticas dos advogados mais experientes. A minha geração acreditar ter todas as respostas e não precisar da ajuda de ninguém. Ter confiança no seu trabalho é excelente, ignorar os passos já dados por “quem chegou lá”, pode ser uma fria. Ou pode fazê-lo levar mais tempo para também “chegar lá”.

Observar e aprender com os mais experientes faz parte de toda tradição humana. É importante observar quais são as práticas empregadas por escritórios de sucesso e, dentro possível, aplicar à sua realidade.

Chegamos ao fim da lista. Espero que tenham gostado e que as dicas possam contribuir para os advogados recém-formados na construção de uma carreira sólida e de sucesso.
Artigo escrito por Pedro Motta, advogado de formação e OAB. Até que decidiu migrar para o Marketing, em especial para a área da Comunicação Digital, redes sociais, blogs e afins.

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