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[ATUALIZAÇÃO 2019] Coerência nas redes sociais e fora delas também

Artigo sobre a importância da coerência nas redes sociais

O relacionamento interpessoal faz parte da rotina dos advogados. São reuniões, congressos, cursos de especialização e, claro, cafezinhos e almoços com os clientes. Fora o tempo dedicado à internet, tanto para o profissional, com marketing jurídico, quanto para uso pessoal. Em ambos os casos por meio do uso das redes sociais. E é nesse ponto que quero chegar. Hoje falarei sobre coerência nas redes sociais. A questão é pertinente para todos os profissionais, também para os advogados.

 

No artigo Redes sociais para advogados e o novo marketing jurídico, tratamos da importância do uso das redes sociais para impulsionar o marketing jurídico, em especial o marketing jurídico na esfera digital. Nos artigos, nós vimos algumas das opções de plataformas para relacionamento com o cliente. Algumas mais apropriadas e outras menos para a advocacia. Ao meu ver, é nesse ponto em que ocorrem as maiores dúvidas e cometem-se os maiores erros.

Qual a importância da coerência nas redes sociais?

Um dos principais erros cometidos pelos advogados nas redes sociais é adquirir “dupla personalidade”. Sabemos que há redes sociais para todos os fins: fotografia, decoração, criação de vídeos, com viés profissional e também para paquerar. Contudo, é preciso ter em mente a necessidade de sermos coerentes, com a imagem que desejamos projetar de nós mesmos, em todas elas. A natureza humana esperar por coerência. Os clientes esperam coerência. Assim, comportamentos diametralmente opostos serão censurados (ainda que não dito), mesmo na liberal esfera do virtual.

 

A questão da coerência nas redes sociais se torna ainda mais relevante quando percebemos a “dupla personalidade” também fora das redes sociais. Acontece quando os profissionais projetam imagens nas redes sociais distintas do que se vê fora da internet – o caminho inverso também pode ser feito.

 

Por vezes vemos uma selfie, com o profissional engravatado, a caminho do fórum. Em outro momento, às vezes no mesmo dia, surge em outra rede social uma story do mesmo profissional em situação que talvez a entrada no fórum fosse proibida.

 

Festejar, sair com amigos, ingerir bebidas alcoólicas, não é problema algum – assim penso. Porém vejo com certa frequência profissionais expondo-se em situações embaraçosas. Situações que podem trazer implicações para suas carreiras. Não quero com isso dizer o que pode e o que não pode ser feito e postado. Porém alerto mais uma vez, que as pessoas irão fazer a relação entre as duas imagens ou situações em que se encontram o seu profissional, e o resultado pode não ser positivo. Por mais falhos e complacentes que sejamos com nós mesmos, cobramos a coerência dos demais.

 

Coerência nas redes sociais na área jurídica

A questão se torna ainda mais delicada em se tratando da área jurídica, ainda bastante conservadora. No direito, a imagem que o cliente faz do profissional pesa bastante no momento da sua escolha. Esse não deveria ser o principal critério para a escolha do profissional, mas é o que acontece. Geralmente, os profissionais mais jovens enfrentarem maiores problemas com essa questão. Justamente por terem crescido em meio às redes sociais, se têm mais dificuldades em separar o que é próprio da esfera privada da pública.

 

Artigo escrito por Pedro Motta, advogado de formação e OAB. Até que decidiu migrar para o Marketing, em especial para a área da Comunicação Digital. Redes sociais. Blogs e afins.

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