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COERÊNCIA NAS REDES SOCIAIS E FORA DELAS TAMBÉM

Foto para o artigo Coerência nas redes sociais para advogados

O relacionamento interpessoal faz parte da rotina dos advogados. São reuniões, congressos, cursos de especialização e, claro, cafezinhos e almoços com os clientes. Fora o tempo dedicado à internet, tanto para o profissional, com marketing jurídico digital, quanto para uso pessoal. Em ambos os casos por meio do uso das redes sociais. E é nesse ponto que quero chegar. Hoje falarei sobre coerência nas redes sociais, questão pertinente para todos os profissionais, também para os advogados.

No artigo Redes sociais para advogados e o novo marketing jurídico, recentemente publicado, tratamos da importância do uso das redes sociais para impulsionar o marketing jurídico, em especial o marketing jurídico na esfera digital. No artigo, nós vimos algumas das inúmeras opções de plataformas para relacionamento com o cliente. Algumas mais apropriadas e outras menos para a advocacia. Ao meu ver, é nesse ponto em que ocorrem as maiores dúvidas e cometem-se os maiores erros.

ERRO COMUM: FALTA NO USO COERÊNCIA NAS REDES SOCIAIS

Um dos principais erros cometidos pelos profissionais é adquirir “dupla personalidade”. Sabemos que há redes sociais para todos os fins: fotografia, decoração, criação de vídeos, com viés profissional e também para paquerar. Contudo, é preciso ter em mente a necessidade de sermos coerentes, com a imagem que desejamos projetar de nós mesmos, em todas elas. A natureza humana esperar por coerência. Assim, comportamentos diametralmente opostos serão censurados, mesmo na liberal esfera do virtual.

A questão da coerência nas redes sociais se torna ainda mais relevante quando percebemos a “dupla personalidade” também fora das redes sociais. Acontece quando os profissionais projetam imagens nas redes sociais distintas do que se vê fora da internet – o caminho inverso também pode ser feito.

Por vezes vemos uma selfie, com o profissional engravatado, a caminho do fórum. Em outro momento, às vezes no mesmo dia, surge em outra rede social uma storie do mesmo profissional em situação que talvez a entrada no fórum fosse proibida.

Festejar, sair com amigos, ingerir bebida alcóolica, não é problema algum – assim penso. Porém vejo com certa frequência profissionais expondo-se em situações embaraçosas. Situações que podem trazer implicações para suas carreiras. Não quero com isso dizer o que pode e o que não pode ser postado, muito menos o que pode ou não ser feito. Porém alerto mais uma vez, ser natural dos seres humanos, por mais falhos que sejamos, cobrar coerência.

COERÊNCIA NAS REDES SOCIAIS NA ÁREA JURÍDICA

A questão se torna ainda mais delicada em se tratando da área jurídica, ainda bastante conservadora. Na área jurídica, a imagem que o cliente faz do profissional pesa bastante no momento da sua escolha. Penso que esse não deveria ser o principal critério para escolha do profissional, mas é o que acontece por vezes. Entendo também os porquês dos profissionais mais jovens enfrentarem maiores problemas para lidar com a questão. Justamente por terem crescido com o avanço das redes sócias, de forma que têm mais dificuldades em separar o que é próprio da esfera privada da pública.

Por fim, observa-se que independente do estilo de cada um, deve-se buscar a coerência nas rede sociais. Dentro e fora do ambiente virtual. E isso é válido para os profissionais de todas as áreas.

Artigo escrito por Pedro Motta, advogado de formação e OAB. Até que decidiu migrar para o Marketing, em especial para a área da Comunicação Digital. Redes sociais. Blogs e afins.

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