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Redes sociais para advogados e o novo marketing jurídico

Foto para ilustrar o artigo: Redes sociais para advogados e o novo marketing jurídico

Uma das minhas dificuldades no começo da advocacia foi o marketing pessoal. Eu não gostava de “fazer social”. Ir a eventos da área jurídica apenas para ser visto, muito menos aproveitar as circunstâncias do dia a dia para falar de mim. Como já disse em outro texto, mudei de área e agora trabalho com Comunicação Digital, com foco na área jurídica. Mas, o que isso tem a ver como o título Redes sociais para advogados e o novo marketing jurídico.

Primeiramente, que minha atitude em me esconder não era compatível com o exercício da advocacia, em termos amplos. Atitude que mudei quando migrei para a comunicação. Em segundo lugar, que hoje é possível os advogados e escritórios trabalharem o marketing na esfera digital, com as redes sociais. Um certo alívio para os mais tímidos – mas nem tanto assim, como veremos.

POR QUE REDES SOCIAIS PARA ADVOGADOS?

Via de regra, os sites e os cartões de visita são os canais de comunicação entre os advogados e seus propensos clientes. Contudo as redes sociais vieram para agregar a essa realidade. Uma vez que servem de canal entre os usuários da internet e o conteúdo disponibilizado pelos advogados nos sites, em especial nos blogs. Ou seja, as redes sociais para advogados funcionam como proliferadores dos conteúdos disponibilizados nos blogs, iscas para que os usuários cheguem até ao seu site, onde irão encontrar uma maior gama de informações sobre você e seu escritório.

QUAIS REDES SOCIAIS UTILIZAR?

Hoje em dia há inúmeras opções de redes sociais. Algumas mais apropriadas para o meio jurídico, outras nem tanto. Falaremos abaixo um pouco sobre algumas delas.

Facebook: é a rede social por excelência. Simplesmente por ter o maior número de usuários no mundo e no Brasil. Porém, ser a maior não é tudo. Inúmeras marcas disputam espaço no Facebook, o qual já reduziu drasticamente o alcance orgânico (não pago) das publicações.

Instagram: o Brasil é o seu segundo maior mercado, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Seu apelo visual conquistou milhares de usuários com suas possibilidades de postar fotos, vídeos e, mais recentemente, as stories. Considero o Instagram interessante entre as possíveis redes sociais para advogados, desde que bem utilizada. Por exemplo, não é suficiente respostar postagens de portais jurídicos, como vejo muitos escritórios fazerem. É preciso criar conteúdo próprio, ter em mente qual o público alvo e escrever para ele.

Youtube: é a rede social preferida dos brasileiros para assistir vídeos. Os vídeos tutoriais são uma febre, e alguns advogados vem tirando proveito deles. Assim, o Youtube é a rede social ideal para os advogados não tímidos quem desejam apostar nos vídeos. A maioria das pesquisas na área do marketing digital apontam a preferência dos consumidores pelos vídeos em detrimentos de outros formatos.

Linkedin: é a rede social dos profissionais e empresas. Ideal para os advogados que atuam nas áreas empresarial e correlatas, uma vez encontrarem no Linkedin um canal direto de comunicação com os gestores das empresas. Nos maiores centros urbanos do país, os usuários do Linkedin utilizam a rede como plataforma de network, busca por soluções e conteúdo de qualidade – esse último quesito pode ser explorado por todos, de qualquer lugar.

O WHATSAPP CONTA? CONTA SIM!

Whatsapp: vejo poucos portais de marketing jurídico citarem o Whatsapp como possibilidade entre as redes sociais para advogados. No meu entendimento, o whatsapp é subaproveitado, apenas como aplicativo de comunicação instantânea. Vejam bem, naturalmente, os advogados já têm os contatos dos seus clientes no telefone. Assim, uma boa maneira de fidelizar os clientes e, talvez, prospectar novos negócios é informando-os, via lista de transmissão, com as notícias mais relevantes, decisões recentes e mesmo, alertando sobre julgamentos que acontecerão. Para tanto, é preciso segmentar os clientes em listas e por interesses, para entregar o essencial, sem aborrecer seus contatos.

Sobre as redes sociais, sou categórico em dizer que não há regra absoluta. A melhor rede social será aquela que melhor atender os seus objetivos, logo, que melhor o conecte com seu público e isso pode variar bastante, mesmo em se tratando da área jurídica.

Para saber mais sobre o marketing jurídico na esfera digital, leia o artigo Marketing Jurídico Digital: por que devo entender?, nele eu abordei a importância do conteúdo como fator decisivo para o sucesso de uma estratégia de presença no âmbito digital.

Artigo escrito por Pedro Motta, advogado de formação e OAB. Até que decidiu migrar para o Marketing, em especial para a área da Comunicação Digital, redes sociais, blogs e afins.

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